A preocupação do passado deu lugar à certeza de que Claraval está no caminho certo no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de várias doenças, entre elas a dengue. A cidade figura entre as que apresentam menor risco de epidemia no estado de Minas Gerais.
As informações são da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que divulgou nesta semana o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), o primeiro de 2026.
O levantamento revelou um cenário crítico em Minas Gerais: mais de 70% dos municípios (606 dos 819 participantes) estão em situação de alerta ou risco para dengue. Desse total, 184 cidades foram classificadas como de alto risco, enquanto 422 estão em alerta.
Nos municípios com índice de infestação inferior a 1%, a situação é considerada satisfatória. Índices entre 1% e 3,9% indicam estado de alerta, e acima de 3,9% configuram risco de epidemia.
Claraval está entre as cidades com índices satisfatórios. O último relatório aponta 12 notificações suspeitas de dengue, sendo sete na zona urbana e cinco na zona rural. Apenas três casos foram confirmados, todos considerados “importados”, ou seja, de pessoas que viajaram para outras localidades.
O bloqueio com UBV portátil, utilizando o inseticida Cielo, e as vistorias em imóveis são algumas das principais estratégias adotadas pelos agentes para evitar a proliferação do mosquito.
“Casas ocupadas continuam sendo os locais com maior incidência de focos do mosquito. Caixas d’água destampadas, vasos de plantas, pneus e objetos descartados em quintais são os principais criadouros, onde a água se acumula. A eliminação desses focos é uma das ações fundamentais para evitar a proliferação”, destacou Vanilda Mariano da Silva, chefe dos agentes de combate às endemias.

